viernes, diciembre 16, 2005

HOMENAJE ANTROPOFAGO A OSWALD DE ANDRADE


Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interesa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Una consciência participante, una rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lêvy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraíba. Major que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficaces na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Fragmento del Manifesto Antropófago (1928), de Oswald de Andrade (Brasil, 1890-1954).

3 Comentarios:

Anonymous Anónimo dijo...

AH?

8:24 p.m.  
Blogger zaoco dijo...

qué estarán fumando en la Insula?

11:01 p.m.  
Anonymous Modesto Arroyos dijo...

Ah, nice.

10:19 a.m.  

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